Ritual das Janelas Abertas:
Ritual do Equilíbrio:
(para ser feito sempre que precisar harmonizar-se)
Escolha um local tranquilo e sente-se. Do seu lado direito, acenda uma vela branca e do seu lado esquerdo acenda uma vela preta. Cruze as pernas e coloque suas mãos espalmadaas sobre seu peito (como se estivesse rezando). Fique assim por alguns minutos, sinta a energia que emana das velas formando um círculo de luz em volta do seu corpo. Imagine coisas opostas fundindo-se numa só: um Homem e uma Mulher, o Sol e a Lua, o Preto e o Branco.... Use sua imaginação. Depois de alguns minutos você estará se sentindo renovado, as forças mágicas e equilibradoras permanecerão ao seu lado por muito tempo. Essa é uma experiência fascinante!
CRISTIANISMO
O Cristianismo é a filosofia de vida que mais fortemente caracteriza a sociedade ocidental. Há 2 mil anos permeia a história, a literatura, a filosofia, a arte e a arquitetura da Europa. Assim, conhecer o cristianismo é pré-requisito para compreender a sociedade e a cultura em que vivemos.
O cristianismo é uma das chamadas grandes religiões. Tem aproximadamente 1,9 bilhão de seguidores em todo o mundo, incluindo católicos, ortodoxos e protestantes. Cristianismo vem da palavra Cristo, que significa messias, pessoa consagrada, ungida. Do hebraico mashiah (o salvador) foi traduzida para o grego como khristos e para o latim como christus.
A doutrina do cristianismo baseia-se na crença de que todo o ser humano é eterno, a exemplo de Cristo, que ressuscitou após sua morte. A fé cristã ensina que a vida presente é uma caminhada e que a morte é uma passagem para uma vida eterna e feliz para todos os que seguirem os ensinamentos de Cristo, baseados na fraternidade e no amor ao próximo.
Os ensinamentos estão contidos na Bíblia, dividida entre o Antigo e o Novo Testamento.
O Antigo Testamento trata da lei judaica, ou Torah. Começa com relatos da criação e é todo permeado pela promessa de que Deus, revelado a Abraão, a Moisés e aos profetas enviaria à Terra seu próprio filho como Messias, o salvador.
O Novo Testamento contém os ensinamentos de Cristo, escritos por seus seguidores. Os principais são os quatro evangelhos ("mensagem", "boa nova"), que são quatro versões mais ou menos semelhantes da vida de Cristo, escritas pelos apóstolos Mateus, Marcos, Lucas e João. Também inclui os Atos dos Apóstolos (cartas e ensinamentos que foram passados de boca em boca no início da era cristã, com destaque para os textos de São Paulo) e o Apocalipse (texto até hoje polêmico e que narra, basicamente, como seria ao fim do mundo).
O nascimento do cristianismo se confunde com a história do império romano e com a história do povo judeu. Na sua origem, o cristianismo foi apontado como uma seita surgida do judaísmo.
Quando Jesus Cristo nasceu, na pequena cidade de Belém, próxima a Jerusalém, os romanos dominavam a Palestina. Os judeus viviam sob a administração de governadores romanos e, por isso, aspiravam pela chegado do Messias, apontado na Torá como o enviado que os libertaria da dominação romana.
Segundo a Bíblia, até os 30 anos Jesus viveu anônimo em Nazaré, cidade situada no norte do atual Israel. Aos 33 anos seria crucificado em Jerusalém e ressuscitaria três dias depois. Em pouco tempo reuniu seguidores (os 12 apóstolos) e percorreu a região pregando sua doutrina e fazendo milagres, como ressuscitar pessoas mortas e curar cegos, o que lhe garantiu rápida popularidade.
Mas, para as autoridades religiosas judaicas ele era um blasfemo, por não seguir à risca os ensinamentos da Torah. Também não dava mostras de que seria o líder que libertaria a região da dominação romana. Ele apenas pregava paz, amor ao próximo. Para os romanos, era um agitador popular, que não reconhecia a divindade do imperador de Roma.
Após ser preso e morto, a tendência era de que seus seguidores se dispersassem e seus ensinamentos fossem esquecidos. Ocorreu o contrário. É justamente nesse fato que se assenta a fé cristã. Como haviam antecipado os profetas no Antigo Testamento, Cristo ressuscitou, apareceu a seus apóstolos que estavam escondidos e ordenou que se espalhassem pelo mundo pregando sua mensagem de amor e paz. Apóstolo quer dizer enviado.
O cristianismo firmou-se como uma religião de origem divina. Seu fundador era o próprio filho de Deus, enviado como salvador e construtor da história junto com o homem. Ser cristão, portanto, seria engajar-se na obra redentora de Cristo, tendo como base a fé em seus ensinamentos.
Rapidamente, a doutrina cristã se espalhou pela região do Mediterrâneo e chegou ao coração do império romano. São Pedro, um dos 12 apóstolos, se tornou o primeiro bispo de Roma e o primeiro papa. A ele, Jesus teria dito: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". Igreja significa reunião.
A difusão do cristianismo pela Grécia e Ásia Menor foi obra especialmente do apóstolo Paulo, que não era um dos 12 e teria sido chamado para a missão pelo próprio Jesus. As comunidades cristãs se multiplicaram. Surgiram rivalidades. Em Roma, muitos cristãos foram transformados em mártires, comidos por leões em espetáculos no Coliseu, como alvos da ira de imperadores atacados por corrupção e devassidão.
Em 313, o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e concedeu liberdade de culto, o que facilitou a expansão da doutrina por todo o império. Antes de Constantino, as reuniões ocorriam em subterrâneos, as famosas catacumbas que até hoje podem ser visitadas em Roma.
O cristianismo, mesmo firmando-se como de origem divina, é, como qualquer religião, praticado por seres humanos com liberdade de pensamento e diferentes formas de pensar.
Assim, à medida que foi ganhando terreno, também enfrentou rachas -sua grande ferida viva do passado e do presente.
Desvios de percurso e situações históricas determinaram os rachas que dividiram o cristianismo em várias confissões (as principais são as dos católicos, protestantes e ortodoxos).
O primeiro grande racha veio em 1054, quando o patriarca de Constantinopla, Miguel Keroularios, rompeu com o papa, separando do cristianismo controlado por Roma as igrejas orientais, ditas ortodoxas. Bizâncio e depois Constantinopla (a Istambul de hoje, na Turquia), seria até 1453 a capital do império romano do Oriente, ou Império Bizantino.
O império romano do Ocidente já havia caído muito tempo antes, em 476, marcando o início da Idade Média. E foi justamente na chamada Idade Média, ainda hoje um dos períodos mais obscuros da história, que o cristianismo enfrentou seus maiores desafios, produzindo acertos e erros.
Essa caminhada culminou com o segundo grande racha, a partir de 1517. O teólogo alemão Martinho Lutero, membro da ordem religiosa dos Agostinianos, revoltou-se contra a prática da venda de indulgências e passou a defender a tese de que o homem somente se salva pela fé.
Lutero é excomungado e funda a Igreja Luterana. Não reconhece a autoridade papal, nega o culto aos santos e acaba com a confissão obrigatória e o celibato dos padres e religiosos. Mas mantém os sacramentos do batismo e da eucaristia.
Mais tarde, a chamada Reforma Protestante deu origem a outras inúmeras igrejas cristãs, cada uma com diferentes interpretações de passagens bíblicas ou de ensinamentos de Cristo.
A Igreja Católica Romana
A Igreja Católica Romana é a maior de todas as Igrejas. Existem cerca de 1 bilhão de cristãos no mundo. Aproximadamente, metade deles pertence ao catolicismo. O Catolicismo, do grego katholikos, com o significado de "geral" ou "universal", é um nome religioso aplicado a dois ramos do cristianismo. Em uso casual, quando as pessoas falam de "católicos" ou de "catolicismo", geralmente pretendem indicar os aderentes à Igreja Católica Romana. No entanto, no seu sentido geral (sem o C maiúsculo), o nome é usado por muitos cristãos que acreditam que são os descendentes espirituais dos Apóstolos em vez de parte de uma sucessão apostólica física, como defendem os católicos romanos. O Credo dos Apóstolos, que diz "Eu acredito... na santa igreja católica..." é recitado todas as semanas em milhares de igrejas Católicas.
No seu sentido mais estreito, o termo é usado para referir a Igreja Católica Apostólica Romana, sob o Papado. Estas 24 igrejas "sui iuris" estão em comunhão total , o que as transforma na maior denominação cristã do mundo. As suas características distintivas são a aceitação da autoridade do Papa, o Bispo de Roma, e a comunhão com ele, e aceitarem a sua autoridade em matéria de "fé" e "moral" e a sua afirmação de "total, supremo e universal poder sobre toda a Igreja". Esta denominação é freqüentemente chamada Igreja Católica Romana, muito embora o seu nome formal seja apenas "Igreja Católica".
A Igreja Ortodoxa
Abrangências: A Igreja Ortodoxa costuma ser conhecida também, como Igreja Ortodoxa Oriental, já que tinha sua sede no Oriente Médio, por oposição à Igreja Ocidental, cujo centro era em Roma. A Igreja Ortodoxa se difundiu a partir de Jerusalém e Istambul (antiga Constantinopla) pela Bulgária, Romênia, Grécia e Rússia, onde hoje tem seu baluarte. Além disso, há em torno de 5 milhões de ortodoxos nos Estados Unidos, resultado da imigração da Europa Oriental. Em razão das condições políticas, não se sabe com exatidão o número de pessoas que pertencem atualmente à fé ortodoxa, mas se estima que os fiéis totalizem cerca de 150 milhões.
A Igreja Protestante
As principais denominações protestantes que surgiram da reforma, foram a Igreja Luterana e a Igreja Reformada. Mas já no século XVI existia uma ala mais radical, que desejava formar suas próprias igrejas puras, a característica mais importante dessa ala, é que não reconhecia o batismo de crianças, mas só de adultos, isto é, dos que crêem conscientemente. O movimento começou na Suíça, na Alemanha e na Holanda (anabatistas) e liderados por John Smith, fundaram em 1609 a primeira das Uniões Batistas mais modernas.
Além destas, existem outras Igrejas Evangélicas, nascidas do movimento de leigos e missionários da Igreja Luterana, saõ elas as Igrejas: Metodistas; Batistas; Pentecostais; Adventistas; Quakers; Exercito da Salvação; Mórmons; Testemunhas de Jeová, etc.
Atualmente, está em curso um movimento de reunificação cristã. Teve início há cerca de 40 anos, a partir do famoso Concílio Vaticano II (1962-1965) promovido pela Igreja Católica. Cresce a percepção de que o cristianismo precisa restabelecer sua unidade.
O chamado ecumenismo envolve o diálogo do cristianismo também com as outras grandes religiões, como o islamismo, o judaísmo, o hinduísmo e o budismo. O caminho será longo, mas a hora é a de acabar com fanatismos, que nada têm de religioso e são origem de tantos males.
ESPIRITISMO
ORIGENS
O Espiritismo, surgiu na França em 1857 com o lançamento de "O Livro dos Espíritos" de autoria de: Allan Kardec, pseudônimo adotado por Hyppolyte Leon Denizard Rivail. Nesta obra Kardec expõe, através de respostas dadas por espíritos superiores, a síntese de uma nova filosofia espiritualista e estabelece os fundamentos do Espiritismo. Desde então, a doutrina espírita ganhou o mundo e está presente em diversos países. Somente no Brasil, estima-se que o Espiritismo conta com aproximadamente 10 milhões de adeptos e tem em Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco seus maiores divulgadores. Chico Xavier, como ficou conhecido popularmente, escreveu (psicografou) 418 livros, sem ter concluído sequer o curso primário.
SISTEMA DE CRENÇAS
A doutrina espírita tem por pedra fundamental a crença na reencarnação. Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. Para os espíritas, existem dois modelos de existência, o físico e o espiritual. A morte seria apenas a passagem da alma do plano físico para o espiritual.
Os espíritas, como são chamados seus adeptos, crêem na possibilidade de haver comunicação entre o mundo físico e o mundo espiritual e a essa capacidade de se comunicar com o "outro lado", dão o nome de mediunidade.
A mediunidade seria um dom que todos os seres humanos têm, em diferentes graus. Há os que só os vêem, há os que só os ouvem; há os que apenas sentem vibrações ou sonham. Para o espiritismo, todos são médiuns, denominação dada àqueles que desenvolvem a capacidade de ver, ouvir e incorporar espíritos. No passado, a mediunidade era muito utilizada para a obtenção de efeitos físicos como a materialização de espíritos ou objetos.
Os espíritas também crêem na existência de "espíritos-guias" ou "anjos da guarda", além de espíritos amigos que nos acompanham em nossa encarnação na Terra para nos auxiliar a vencer nossos defeitos. Por outro lado, aqueles a quem prejudicamos em outras vidas se tornam obsessores, espíritos que nos perseguem e, com vibrações inferiores, procuram nos atormentar.
Para o espiritismo Deus é a "causa primária", inteligência suprema que criou o universo e as leis que o regem. Uma delas, além da reencarnação, seria a lei de causa e efeito, semelhante ao "carma" no hinduísmo.
Tal lei funcionaria ao lado da reencarnação. O objetivo do espírito, criado "simples e ignorante" por Deus, é chegar à perfeição. A falta de experiência o levará a erros durante esse caminho, e a lei de ação e reação o obrigará a reparar suas faltas para voltar ao bem. A reencarnação, portanto, seria a forma do espírito corrigir os erros que cometeu em outras vidas e dar mais um passo rumo à perfeição.
O espiritismo também prega a pluralidade de mundos, baseado na frase de Cristo: "A casa de meu Pai tem muitas moradas". Todos os planetas do universo seriam habitados - pensar o contrário, segundo o espiritismo, seria questionar a inteligência de Deus, que teria criado outros planetas apenas para embelezar o céu terrestre.
A doutrina nega a existência do céu e do inferno como concebidos pelo catolicismo. Segundo o espiritismo, existem vários planos vibratórios, dos mais inferiores aos mais elevados. Durante sua evolução, o espírito transita entre esses diversos planos.
Pensar na figura do diabo também seria questionar o poder e a inteligência de Deus, já que o criador de tudo o que existe no universo não criaria um outro ser capaz de disputar com ele ou fazer mal às suas criaturas. O Kardecismo, como também é chamada a doutrina, questiona a existência do mal, assim como a escuridão é a ausência da luz, o mal seria a ausência do bem.
Jesus Cristo também é diferente para o espiritismo. Os cristãos consideram Jesus como a "encarnação" de Deus na Terra. Os espíritas acreditam que Deus é o Criador, e Jesus é criatura. O Cristo seria um espírito muito evoluído, responsável diante de Deus, pelo planeta Terra e pelos espíritos que nela habitam.
Hyppolyte Leon Denizard Rivail, que adotou para suas obras espíritas o pseudônimo de Allan Kardec, nasceu em 3 de outubro de 1804, em Lion, França. Era filho de um juiz, Jean Baptiste Antoine Rivail, e sua mãe chamava-se Jeanne Louise Duhamel.
Allan Kardec estudou pedagogia com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou discípulo e colaborador. Falava alemão, inglês, italiano e espanhol. Membro de várias sociedades acadêmicas, foi autor de numerosas obras didáticas na área.
Em 1854, o então professor Rivail, ouviu falar pela primeira vez sobre os fenômenos das mesas girantes, moda da época nos salões europeus (algo parecido com a popular "brincadeira do copo"). No ano seguinte, interessou-se mais pelo assunto e passou a estudar os fenômenos.
Após algumas sessões, começou a questionar os ditos "espíritos" para descobrir uma resposta lógica que pudesse explicar o fato de objetos inertes emitirem mensagens inteligentes. As "forças invisíveis" que se manifestavam pelas mesas diziam ser almas de homens que tinham vivido na Terra.
A partir daí, Rivail começou a fazer perguntas para todos os "homens que viviam no além" com quem conversou. Dessas entrevistas nasceu "O Livro dos Espíritos", primeira obra espírita publicada em 1857.
A partir de então, Kardec publicou outros livros sobre o tema, dentre eles: O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, Gênese: os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, O Que é o Espiritismo. E em 1858, fundou a Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos.
Os Espíritos hão dito sempre: "A forma nada vale, o pensamento é tudo".
HINDUISMO
O Hinduismo não é propriamente uma religião, mas sim a denominação de um conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas politeistas que surgiram na India, a partir de 2000 a.C. O termo ocidental é conhecido pelos seguidores como "Sanatana Dharma", que em sânscrito significa: "a ordem permanente". O Hinduismo está fundamentado nos quatro livros dos Vedas (conhecimento), um conjunto de textos sagrados compostos de hinos e ritos, no Século X, denominados de Rigveda, Samaveda, Yajurveda e Artharvaveda. Estes quatro volumes são divididos em duas partes: uma (exotérica) que trata dos trabalhos rituais e outra (esotérica) que versa sobre o conhecimento ou especulações filosóficas, também chamada de Vedanta. A tradição védica surgiu com os primeiros árias, povo de origem indo-européia (os mesmos que desenvolveram a cultura grega) que se estabeleceram nos vales dos rios Indo e Ganges, por volta de 1500 a.C.
As características principais do hinduísmo são: o politeísmo, o ioga, a meditação e a reencarnação. Estima-se que atualmente existam mais de 660 milhões de adeptos em todo o mundo, com um panteão de 33 milhões de deuses e 200 milhões de vacas sagradas. Todo gado existente na India, alimentaria sua população por cinco anos, entretanto, a fome é devastadora no país por causa da idolatria.
Os historiadores citam a Índia como o berço do Bramanismo, uma das mais antigas religiões que deu origem ao hinduismo e que de certa forma se confunde com esta. A doutrina bramânica, nos seus primórdios, compunha-se de postulados esparsos, sem qualquer ordenação e era transmitida oralmente através de cânticos. Cerca de 14 séculos a.C., um sábio brâmane recebeu o nome de Vyasa (compilador) por seu trabalho, e ordenou adequadamente a religião brâmane. A sua fixação, entretanto, só ocorreu por ocasião do surgimento da escrita na Índia, entre os séculos IX e VIII a.C.
Os ensinamentos védicos, escritos em sânscrito, passaram a constituir os Vedas ou Livros do Conhecimento Sagrado, a obra religiosa mais antiga de que se tem notícia. Rigveda, o mais conhecido dentre eles, consta de hinos de aparência simplesmente devocional, mas que encobrem o segredo da Criação. Apenas os sacerdotes e iniciados distinguiam a verdade escondida sob o véu das alegorias. Sua doutrina original pode ser resumida em cinco princípios básicos, dos quais decorrem as demais diretrizes:
1 - Um Deus Único com Tríplice Manifestação (Trindade Divina: Brahma, Vishnu e Shiva). "O Ser Supremo se imola a Si próprio e Se divide para produzir a Vida Universal".
2 - A Natureza Eterna do Mundo "Ele sempre foi e sempre será. O mundo e os seres saídos de Deus voltam a Ele por uma evolução constante".
3 - A Reencarnação "Há uma parte imortal do homem que é aquela, ó Agni, que cumpre aquecer com teus raios, inflamar com teus fogos. De onde nasceu a Alma? Umas vêm para nós e daqui partem, outras partem e tornam a voltar".
4 - O Karma "Se vos entregardes aos vossos desejos, só fareis condenar-vos a contrair, ao morrerdes, novas ligações com outros corpos e outros mundos".
5 - O Nirvana "Estado de não desejo". O mais puro e íntegro da alma, livrando-a em definitivo da roda das encarnações. Considerado o coroamento da Perfeição. As Escolas Iniciáticas demonstravam cabalmente, na teoria e na prática, a relevância de alcançar o Nirvana, para se chegar a Deus. Para atingir essa condição, o Ego precisa se libertar de todos os desejos, mesmo os originados de sentimentos bons e altruístas. O Nirvana é um estado de consciência tão íntegro que toda doação é prestada naturalmente e não em decorrência de inclinação sentimental.
Segundo o hinduísmo, o caminho para o nirvana, passa pelo ascetismo (doutrina que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem), pelas práticas religiosas, pelas orações e pela prática do ioga. Assim, o adepto alcança a "salvação", escapando dos ciclos da reencarnação.
Para o Hinduismo, os Vedas contêm as verdades eternas reveladas pelos deuses e a ordem (dharma) que rege os seres e as coisas, organizando-os em castas como conseqüência do Karma, pela qual o indivíduo por comportamento de vidas anteriores, renasce em determinada posição social, sofrendo os efeitos decorrentes dessa circunstância.
Cada casta possui seus próprios direitos e deveres espirituais e sociais e a posição de cada homem em determinada casta é definida pelo seu Karma. De acordo com essa crença, o objetivo é superar o ciclo de reencarnações (samsara), atingindo assim, o nirvana, a sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e de todo o Universo. A maior esperança de um hinduísta é chegar no estágio de se transformar no inexistente. Vir a ser parte deste deus impessoal, do universo.
O cerimonialismo enriqueceu-se notavelmente sob a direção dos brâmanes. Os cultos adquiriram poder mágico. As idéias de samsara ( transmigração das almas ou reencarnações sucessivas ) e karma (lei segundo a qual todo ato, bom ou mau, produz conseqüências na vida atual ou nas encarnações posteriores) surgiram nessa época, assim como as especulações filosóficas sobre a origem e o destino do homem. O sistema de castas converteu-se na principal instituição da sociedade indiana.
De acordo com os Vedas, Brahma teve quatro filhos que formaram as quatro castas originais: Brâmanes (saídos dos lábios de Brahma), são os sacerdotes considerados puros e privilegiados; os Xátrias (originários dos braços de Brahma), são os guerreiros; os Vaicias (oriundos das pernas de Brahma), são os lavradores, comerciantes e artesãos; e Sudras (saídos dos pés de Brahma), são os servos e escravos. Os Párias são pessoas que não pertencem a nenhuma casta, por terem desobedecido leis religiosas. Estes não podem viver nas cidades, ler os livros sagrados nem se banharem no Rio Ganges.
Apesar de ser um preceito bastante antigo, o sistema de castas, não fazia parte do corpo doutrinário original. Constitui um adendo incluído em remotas épocas, pela mãos dos brâmanes e que se tornou a principal instituição da sociedade indiana. Este sistema, atualmente rejeitado pela maioria dos reformadores do hinduismo, constitui uma tese a ser discutida, demonstrando a pequenez do ser humano, razão pela qual deve ser extinta, pois existem inúmeras maneiras de a Lei ser exercida, sem o agravamento maior imposto pela sociedade. A aceitação da divisão em castas significaria o mesmo que aprovar a escravidão, já que seriam escravos apenas os que construíram, em vidas passadas, as causas que ocasionaram esse efeito. Fica exposta a tese para que cada um escolha a que mais lhe esteja de acordo.
Para o Hinduismo, o mundo físico é uma ilusão designada Maya, no mundo tridimensional, o homem e sua personalidade não passa de um sonho. Para se ver livre dos sofrimentos ( pagamento daquilo que foi feito na encarnação passada ), a pessoa deve ficar livre da ilusão da existência pessoal e física. Através da prática do ioga e da meditação transcedental, o adepto pode transceder este mundo de ilusões e atingir a iluminação, a liberação final. O hinduísmo ensina que o ioga é um processo de oito passos, os quais levam a culminação da pessoa transcender ao universo impessoal, no qual o praticante perde o senso de existência individual.
Tudo é deus, deus é tudo: o hinduísmo ensina, como no Panteísmo, que o homem está unido com a natureza e com o universo. O universo é deus, e estando unido ao universo, todos são deuses. Ensina também que este mesmo deus, é impessoal. Muitos deuses adorados pelos hindus são amorais e imorais.
Por serem várias as divindades no hinduismo, citaremos apenas as mais significativas: Agni é o pai dos homens, deus do fogo e do lar. Indra rege a guerra. Varuna é o deus supremo, rei do universo, dos deuses e dos homens. Ushas é a deusa da aurora; Surya e Vishnu, regentes do sol; Rudra e Shiva, da tempestade. Animais como a vaca, rato, e serpentes, são adorados por serem possivelmente, a reencarnação de alguns dos familiares. Existe três vezes mais ratos que a população do país, os quais destroem um quarto de toda a colheita da nação. O rio Ganges é considerado sagrado, no qual, milhares de pessoas se banham diariamente, afim de se purificar. Nos cultos védicos, os pedidos mais solicitados aos deuses são vida longa, bens materiais e filhos homens. Muitas mães afogam seus filhos recém-nascidos, como sacrifício aos deuses.
O Bramanismo, posteriormente conhecido por hinduísmo, exotericamente desenvolveu-se, sofreu modificações, foi adulterado e, com o passar dos tempos, entrou em decadência, como é usual acontecer com as religiões. A sua essência esotérica, no entanto, continua inalterada e preservada pelos Mistérios, praticados em santuários da Índia.
BUDISMO
O Budismo tem atualmente cerca de 500 milhões de adeptos em todo o mundo. A partir do Ceilão ( atual Sri Lanka ), difunde-se a sudeste, na Birmânia ( Mianmá ), Laos, Tailândia e Camboja, ao norte no Tibete, e a leste na Coréia, na China. No Japão, mistura-se com a antiga escola de meditação chinesa chan ( zen, em japonês ), dando origem ao zen-budismo.
HISTÓRIA DE BUDA
O príncipe Siddharta Gautama nasceu em 560 a.C. na cidade de Kapilavastu no Nepal, nas montanhas do Himalaia, próximo da fronteira com a Índia. Filho de Shuddhodana Gautama, um Rei da dinastia dos Sakyas e da Rainha Maya, que morreu quando o principe completou uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Siddharta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou de Rahula.
Como principe Siddharta vivia protegido e afastado dos sofrimentos do mundo. Durante um raro passeio fora do palácio, foi submetido a quatro visões que o comoveram profundamente: um doente, um ancião, um cadáver e um asceta. Chocado com a doença, com a velhice e a com morte, Siddharta refletiu sobre o que viu e tomou uma decisão que mudaria sua vida e a história.
Aos 29 anos, Siddharta resolveu sair de casa e partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos preceitos do Hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo para meditar.
Após sete dias meditando debaixo de uma figueira ( Bodhi - "A Arvore do Despertar" ), atingiu o Nirvana ( a iluminação ), com a revelação das Quatro Verdades. Ao ouvir o relato de sua experiência, seus cinco discúpulos o denominaram "Buda" ( O iluminado, em sânscrito ) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia. Todos aqueles que estavam desiludidos com a crença hindu, principalmente os da casta mais baixa, deram ouvidos a esta nova mensagem, o "Caminho do Meio" - que pregava evitar os extremos, tanto da negação de si mesmo, como da satisfação dos desejos. Siddharta contava 35 anos de idade e durante os 45 anos seguintes, ele e seus discípulos, pregaram ao longo da bacia do Ganges até o seu falecimento aos 80 anos de idade.
SISTEMA DE CRENÇAS
O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também creêm na lei do carma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura.
A doutrina é baseada nas Quatro Nobres Verdades de Buda:
1. Primeira Nobre Verdade, a Existência do Sofrimento ( Dukkha Stya ): Impermanência, Anicca ; Insatisfatoriedade, Dukkha; Impersonalidade, Anatta.
2. Segunda Nobre Verdade, a Causa do Sofrimento ( Samudaya Satya ): Desejo, avidez, tanha, que dividi-se em:
• Desejo dos Prazeres dos Sentidos ( kama ),
• Desejo de auto-preservação ( bhava ) e
• Desejo de Não existência ou auto-aniquilamento ( vibhana ).
3. Nobre Verdade, a Cessação do Sofrimento ( Nirodha Satya ): a Extinção do desejo, da ambição, do anseio, Nirvana.
4.Quarta Nobre Verdade, o Caminho que conduz à Extinção do Sofrimento ( Magga Satya ): Caminho Óctuplo, Atthangika Magga. É o caminho ensinado pelo Buddha que conduz ao despertar. Ele recebe este nome por ser dividido em oito práticas, geralmente agrupadas em três treinamentos superiores:
I - Prajna (Sabedoria );
II - Samadhi ( Meditação ) e
III - Sila ( Moralidade );
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO
1. Visão Correta
O Adepto deve aceitar as Quatro Verdades e os oito passos de Buda.
2. Pensamento Correto
O Adepto deve renunciar todo prazer através dos sentidos e o pensamento mal.
3. Fala Correta
O Adepto não deve mentir, enganar ou abusar de ninguém.
4. Ação Correta
O Adepto não deve destruir nenhuma criatura, ou cometer atos ilegais.
5. Meio de Vida Correto
O modo de vida não deve trazer prejuízo a nada ou a ninguém.
6. Esforço Correto
O Adepto deve evitar qualquer mal hábito e desfazer de qualquer um que o possua.
7. Atenção Correta
O Adepto deve observar, estar alerta, livre de desejo e da dor.
8. Meditação Correta
Ao abandonar todos os prazeres sensuais, as más qualidades, alegrias e dores, o Adepto deve entrar nos quatro gráus da meditação, que são produzidos pela concentração.
TEOLOGIA DO BUDISMO
A divindade: Não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais.
Antropologia: O homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária.
Salvação: as forças do universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados ( salvos ).
A alma do homem: A reencarnação é um ciclo doloroso, porque a vida se caracteriza em transições. Todas as criaturas são ficções.
O caminho: O impedimento para a iluminação é a ignorância. Deve-se combater a ignorância lendo e estudando.
Posição ética: Existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo:
• Proibição de matar
• Proibição de roubar
• Proibição de ter relações sexuais ilícitas
• Proibição do falso testemunho
• Proibição do uso de drogas e álcool
No Budismo O Adepto pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consciência do seu interior.
Texto baseado no Livro: A Doutrina de Buda
Bukkyõ Dendõ Kyõkai - ( Sociedade para a Divulgação do Budismo )
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Ásatrú
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| Ásatrú é o nome moderno para uma antiga religião, cujas origens remontam à idade da pedra. Na Era do Touro, por volta de 4.350 a.C, o homem deixava de ser nômade para se transformar em lavrador. A energia fecundadora da terra desafiou a compreensão do homem primitivo, que via no milagre da procriação da vida algo de divino, que somente as fêmeas podiam reproduzir. Então conceberam a terra como um ser dotado de alma e consciência própria "Nerthus" a "Mãe Terra". Surgia assim a religião primordial européia, como uma crença Matrifocal e Xamanística. Porém essa religião não permaneceu inalterada, como uma fé viva, evoluiu e se adaptou às necessidades espirituais dos povos daquela época até a Era Viking, sem perder no entanto, o vínculo com suas antigas raízes. O Ásatrú foi por muito tempo a religião de diversos povos do Norte da Europa. Escandinavos ( Dinamarqueses, Noruegueses, Suecos e Escandinavos ), Frisios, Húngaros, Anglo Saxões ( ancestrais, juntamente com os Gaelicos, dos Ingleses ), os Teutões ( predecessores dos Alemães ), os ancestrais dos Holandeses, os Godos ( Visigodos, Ostrogodos, etc ), os Eslavos, Longonbardos e os Russos. Suas raízes são Indo-Europeias e isto significa que tem as mesmas raízes das religiões e culturas dos Celtas e Hindus. Apesar das falsas alegações sem nenhuma prova acadêmica ou evidencia arqueológica de supostas Tradições Familiares e linhagens ininterruptas, a religião foi totalmente obliterada por uma campanha genocida e violenta praticada pelo antigo Cristianismo. Ásatrú é uma religião Etno-Cultural. As crenças do Ásatrú são politeístas, Zoomórficas, Antropomórficas e Animistas, como a maioria das religiões Indo-Européias em sua forma original. O Ásatrú, como religião politeísta, cultua três tribos divinas ou "Panteões de Divindades" ![]() ODIN Blot 9 de Janeiro |





